sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pela Liberdade


Portugal vive actualmente um período de verdadeiro ataque à liberdade e uma profunda asfixia democrática. Nunca como hoje foi tão claro e evidente o poder de influência e a acção repressiva e controladora de um governo.
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Todos os dias nos deparamos, e de forma cada vez mais flagrante e despudorada, com manifestações de repressão sobre a sociedade e sobre os cidadãos. Uma necessidade desmesurada em controlar a informação, uma vontade imensa de gerir os pormenores, uma atenção pidesca às manifestações de vontade, uma actuação persecutória e vingativa, uma influência tentacular sobre tudo e sobre todos, uma gestão democrática ao nível da mais primária e ditatorial América Latina. Esta é hoje a nossa realidade, esta é hoje a nossa praxis democrática.
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Quando o mundo civilizado se preocupa em acelerar o seu ritmo de crescimento, em melhorar o nível de vida das suas populações, em promover a comunicação e a liberdade de expressão; o governo português entretém-se a silenciar as fontes de informação, preocupa-se em controlar os órgãos de comunicação social, em calar os “insurrectos”, em reprimir os que pensam de forma diferente. Efectivamente, as nossas relações internacionais e os nossos amigos estrangeiros são hoje o presidente Chávez, o grande paladino da democracia na América Latina, ou o presidente Kadhafi, mecena do terrorismo mais primário. A este propósito não é despicienda a participação recente do nosso ministro dos negócios estrangeiros nas comemorações do 40º aniversário da revolução líbia ou a estreitíssima coordenação institucional com a Venezuela Chavista.
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Este manto diáfano da mordaça, com o qual nos querem cobrir, teve ontem um dos seus pontos mais sintomáticos. A suspensão do Jornal Nacional da TVI é no mínimo hilariante, não fosse constituir a mais pura demonstração da profunda asfixia democrática que grassa actualmente por estas paragens. Podemos, legitimamente, concordar ou não com a forma e com o conteúdo deste telejornal, podemos, legitimamente, questionar a escolha da temática, o estilo, a postura da apresentação. Não podemos é silenciar o ataque à liberdade de expressão, o desrespeito por uma comunicação social livre e o bafio subserviente que nos querem impor, dignos de uma concepção de democracia e de liberdade comum a países totalitários e terceiro mundistas.
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Resta ainda ao povo português a realização de eleições e a participação cívica nos próximos actos eleitorais. Esta será talvez a última réstia de esperança para, de forma clara, inequívoca e consequente dizer basta! È necessário mudar, é fundamental varrer esta tralha antidemocrática que nos espezinha e nos quer amordaçar.

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