Curiosamente, e durante muito tempo, pensei que se tratava de uma mulher. Keith Haring soava-me a nome feminino, talvez uma mulher inglesa com alguma idade, dotes artísticos, jeito para o desenho e uma imaginação prodigiosa. Mas não. Keith Haring era um jovem americano, homossexual assumido, dotado de uma capacidade enorme para criar e surpreender.

Representante da cultura nova-iorquina dos anos 80, artista gráfico, activista, contestatário, pintor de rua, homem do mundo. Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metro de Nova Iorque. Combinando arte, música e moda nas suas obras, rompeu barreiras entre as diferentes áreas e marcou claramente uma cultura urbana de pendor vanguardista.


Haring faz parte daquele grupo de quatro ou cinco artistas que me impressionam. A criatividade e a facilidade com que desenhava, a originalidade e o movimento dos seus desenhos, as cores e a luz... Em tão pouco tempo de vida, produziu uma obra vastíssima e deixou uma marca insubstituível. A sua iconografia é uma mistura de elementos sexuais com discos voadores, pessoas, animais, pirâmides, televisões, telefones; Uma visão particular do mundo que o tornou um dos artistas mais conhecidos do século XX.


Keith Haring morreu aos 31 anos de idade, vítima de Sida. Em Fevereiro passado, completaram-se vinte anos desde o seu prematuro desaparecimento.

Sem comentários:
Enviar um comentário