segunda-feira, 12 de abril de 2010

Novos Passos!!

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Começou ontem uma nova etapa na vida do PSD e uma renovada esperança para o país. A vitória de Pedro Passos Coelho surge como uma lufada fresca de ideias, de pessoas, de projectos. O PSD, enquanto principal partido da governação, necessitava de uma renovação e o país tinha direito a uma alternativa credível e consequente.
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A partir de hoje, existe uma nova face e um novo conjunto de propostas e de alterações de política, pelo menos assim se espera. O discurso de ontem revelou já uma linha e uma direcção, algumas propostas, mas sobretudo uma atitude e uma postura diferenciadora.
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Passos Coelho pode corporizar uma luz de esperança e um horizonte de progresso. Estou consciente das dificuldades que sentirá para gerir um partido como o PSD, onde pulverizam facções e amizades, interesses e conveniências; um partido que se encontra há muito longe do poder e que se sente exangue de influência e de protagonismo.
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Se por um lado é notório que o sucesso deste projecto está em Passos Coelho, no seu élan, na sua postura, na capacidade de hipnotizar que lhe é intrínseca, não é menos verdade que o país anseia há muito por alguém que o faça sonhar, que lhe dê esperança, que o motive.:
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O sucesso ou o insucesso deste projecto, mais do que a figura de Passos Coelho, estará na sua capacidade para abrir o partido à sociedade, criar uma onda de motivação e de solidariedade, envolver as pessoas, em particular, as que têm estado longe da política e desacreditadas do país. Só assim será possível anular a influência negativa interna que continuará a surgir episodicamente enquanto se sentir a fraqueza de adesão social, assim será possível também estancar os elevados níveis de apoio que teimam em persistir para os lados de São Bento.
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Nesta primeira fase, será essencial criar uma cadência de iniciativas e de acontecimentos, arregimentar o apoio formal ou informal de figuras com relevo social e traçar um rumo, assumir um desígnio, um propósito, uma visão para o futuro. A actuação no parlamento, as iniciativas calendarizadas e estruturadas que nascerão da equipa mais próxima e o pilar social e ideológico que deve ser o Instituto Sá Carneiro deverão constituir, na minha opinião, os principais eixos de actuação.
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A proposta de revisão constitucional, o tributo social, a vontade de despartidarizar, de desestatizar, de desgovernamentalizar e a necessidade de aproximar eleitos de eleitores são algumas das propostas que vão na direcção correcta. Ganhar terreno à direita e consolidar o centro. È por aí que se ganham simpatizantes. Envolver a sociedade e apresentar alternativas - é por aí que se ganha o país.

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